Gerontologia é o estudo biopsicossocial do envelhecimento humano. O fisioterapeuta gerontólogo agrega conhecimento para atuar na assistência ao idoso, bem como na promoção do envelhecimento saudável. Este blog destina-se a fisioterapeutas e a todos que interessam por assuntos referentes à saúde no processo do envelhecer. Sejam bem vindos!
Olá, recentemente o médico cardiologista e nutrólogo Lair Ribeiro concedeu entrevista ao programa "Deus médico dos médicos" falando sobre envelhecimento e nutrição. Se alguém possui algum conhecimento científico a favor ou contra, por favor comente.
A prescrição de exercícios para idosos deve considerar as necessidades do indivíduo, o estado de saúde, o condicionamento físico e os gostos pessoais. Possui como objetivo principal o fortalecimento muscular que contribui para evitar quedas.
A socialização torna-se fator preventivo e de combate a sintomas depressivos. A percepção visuo-espacial pode ser aprimorada, sem desconsiderar a percepção sensorial referente a tato, audição, posição e movimento. Enfim, benefícios globais.
Trabalhar em circuito torna o exercício agradável e possibilita a realização de várias atividades funcionais.
As atividades devem ser de baixo impacto, intensidade moderada, de forma gradual para adaptação ao treinamento. A supervisão de fisioterapeuta (s) ou educador (s) físico (s) torna-se fundamental. E, todos os participantes antes de iniciar a atividade devem ser submetidos a criteriosa avaliação médica.
Ao trabalhar com grupos de idosos o profissional responsável pela supervisão, procura separar esses grupos em nível de aptidão física e objetivos semelhantes. Porém, torna-se indispensável orientações individualizadas.
Não é aconselhável que um idoso, aliás qualquer pessoa, se exercite sem avaliação e acompanhamento, pois lesões podem ocorrer devido a ausência de aquecimento, movimentos não harmônicos que gerem maior impacto articular, carga excessiva, ambiente e equipamentos inadequados para o treino físico, etc.
A continuidade da atividade física é fundamental para ganhos pretendidos e manutenção desejada. A interrupção por 4 semanas leva a uma perda de 32% da força muscular já adquirida.
Para a prática dos exercícios é necessário o uso de roupas leves e confortáveis, calçado adequado e hidratação antes, durante e depois. O profissional monitora a pressão arterial (PA), a frequencia cardíaca (FC) e respiratória (FR).
É extremamente importante a motivação e a adesão ao exercício. Deve considerar na avaliação o que a pessoa gosta e quer fazer. Aliando a necessidade à satisfação os resultados podem ser potencializados.
No final de Julho foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff a Lei 12.461/11 que obriga hospitais e demais serviços públicos e privados de saúde, a notificar às autoridades competentes os casos de suspeita ou confirmação de violência contra idosos. De acordo com a lei entende-se por violência ao idoso; “qualquer ação ou omissão praticada em local público ou privado que cause morte, dano ou sofrimento físico ou psicológico”.
O Estatuto do Idoso já obriga os profissionais de saúde a fazer esse tipo de denúncia, agora extendida aos serviços públicos e privados de saúde.
Olá, continuando o assunto sobre intoxicação alimentar vamos falar sobre Botulismo.
O Botulismo é uma intoxicação causada por um bacilo anaeróbio (metabolismo na ausência de oxigênio): Clostridium botulinum, encontrado no solo, nas fezes humanas e de animais e nos alimentos.
O botulismo pela ingestão de alimentos contaminados é mais comum do que o do lactente e por ferimento (lesões ou cirurgia infectadas pelo bacilo, e uso de drogas injetáveis).
Os principais sintomas são: fadiga, fotofobia, visão turva, ptose palpebral (queda da palpebra), secura da boca, tontura, dificuldade para urinar e obstipação (intestino preso). Com a evolução da intoxicação há o comprometimento do sistema nervoso envolvendo fala, deglutição e locomoção. A evolução pode ser fatal.
A intoxicação alimentar por botulismo pode acontecer diante da contaminação de vegetais, peixes, frutos do mar, mel, alimentos enlatados; em vidros ou embalados à vácuo. Todo cuidado é pouco ao comprar esses produtos. Observe se há ferrugem e ou estufamento nas latas. Verifique as embalagens, e a coloração da água usada na conservação do alimento. Compre conservas somente de fornecedor confiável.
Assista aos vídeos e informe-se mais sobre o assunto.
A manipulação e a conservação de alimentos, no ambiente domiciliar, quando não praticadas de forma correta colaboram para proliferação de microorganismos nocivos à saúde. Assista aos vídeos que informam práticas adequadas na cozinha que ajudam a evitar a contaminação alimentar.
A insulina é um hormônio essencial à vida em quantidades normais, pois leva glicose às células para que possa ser convertida em energia. Em excesso, na corrente sanguínea, acarreta vários malefícios.
Com a meia idade, principalmente se há ganho de peso, os níveis de insulina no sangue provavelmente aumentarão com os níveis de glicose. Esse excesso pode desencadear o diabetes; atacar silenciosamente as artérias; contribuir para a hipertensão arterial, altos níveis de triglicerídeos e baixos niveis de colesterol bom (HDL).
Excesso de insulina no corpo:
Promove o diabetes.
Destrói as artérias: desencadeia a obstrução arterial ao estimular o crescimento de células de músculo liso nas paredes das artérias. Também interfere no sistema de dissolução de coágulos ao estimular altos níveis do inibidor-1 ativador de plasminogênio, levando a maior probabilidade de formação de coágulo que bloqueia a passagem de sangue.
Eleva a pressão arterial.
Aumenta a produção hepática de colesteral ruim (LDL).
Aumenta o nível de Triglicerídeos, elevando o risco de doenças cardíacas.
Estimula o crescimento de câncer.
Algumas medidas para controlar os níveis de insulina:
Controlar a ingestão de açúcar e carboidratos: quanto mais açúcar e carboidratos ingerir, maior o processamento e maior a necessidade de insulina.
Não coma gordura ruim: a ingestão de gordura rapidamente oxidada desencadeia a liberação de insulina e o acúmulo de glicose no sangue. Evite gorduras poliinsaturadas, pois liberam grande quantidade de radicais livres que podem acabar com uma enzima que metaboliza o açúcar, levando o corpo a produzir mais insulina. A única gordura segura é a monoinsaturada presente no azeite, óleo de canola, em abacates e nozes, pois não é facilmente oxidada.
Emagrecer se estiver acima do peso: quanto mais pesado e menos ativo; maior resistência à insulina.
Faça atividade física: controla o peso e otimiza o uso da insulina pelas células.
Fazer pequenas refeições: grandes refeições fazem com que os níveis de insulina e glicose subam vertiginosamente.
Os corpos vertebrais são unidos por 23 discos intervertebrais, cada um composto por três estruturas: o anel fibroso, o núcleo pulposo e as placas terminais cartilagíneas.
O disco, que não recebe irrigação sanguínea, foi considerado uma estrutura inerte, mas agora se reconhece que possui sistema de troca de líquidos e nutrientes de grande atividade metabólica. É composto por células, fibras colágenas e proteoglicanos.
Dentre as funções do disco intervertebral têm-se: amortecer choque, distribuir o esforço mecânico, age como fulcro do movimento intervertebral e função na estabilidade das vértebras.
Com o aumento da idade, o núcleo pulposo perde água tornando-se uma estrutura mais sólida, perdendo sua propriedade de turgescência. O núcleo, despojado de seu conteúdo fluido, é incapaz de cumprir seu papel de transformar a pressão vertical em pressão horizontal. Com o passar dos anos, o conteúdo de colágeno aumenta e torna-se mais hialinizado e fragmentado. Na velhice não é possível determinar os limites exatos entre o núcleo e o anel.
Nos estágios iniciais da degeneração do disco, ocorre rupturas e fissuras no anel fibroso. Essas rupturas envolvem principalmente as fibras posteriores. O núcleo pulposo pode passsar através das perfurações do anel e prolabar na direção anterior, superior, inferior ou posterior.
O prolapso anterior em geral é assintomático, pois nenhuma estrutura neural é envolvida. Em adolescentes, o prolapso na direção ântero-superior através do anel epifisário em desenvolvimento está associado à doença de Sheuermann. O prolapso superior ou inferior produz abaulamento da placa terminal vertebral no corpo vertebral gerando o nódulo de Schmorl. Por ser a região posterior do anel mais fina e mais fraca em termos mecânicos rompe com mais facilidade.
A degeneração discal provavelmente tem início devido á alteração na função dos condrócitos, podendo resultar em perda das propriedades mecânicas normais do disco. Porém, o papel da biomecânica anormal da coluna é de fundamental importância.
A coluna lombar sofre uma carga maior (pelo peso corporal sustentado), o que contribui para aumentar a incidência de degeneração dos discos nesse local.
Vários estudos demonstraram que a posição sentada é a que provoca maior pressão intradiscal. Esse problema pode ser exacerbado pela forma incorreta de sentar, seja por falta de percepção e controle postural, ou pela estrutura inadequada de boa parte das cadeiras.
Anomalias posturais devido a aumento ou diminuição da lordose lombar, escoliose, comprimento desigual dos membros inferiores, retração nos músculos isquiotibiais, musculatura abdominal e posterior fraca ou uso de calçados inadequados podem ter alguma influência na produção de tensão mecânica anormal na coluna.
A sintomatologia da hérnia de disco depende da direção da protusão e do grau de comprometimento de estrutura neural. Quando há o envolvimento de raíz nervosa a dor irradia para a região do membro (superior ou inferior) inervado por aquela raíz. Exemplo quando a pessoa com hérnia de disco sente dor no braço ou na perna. Também, sensação como "formigamento" pode surgir e fraqueza muscular.
O tratamento envolve medidas antálgicas, estabilização vertebral, percepção e controle postural.
Praticar atividade física (corretamente orientada), manter o peso corporal ideal e estar atento nas posturas/movimentos realizados ao longo do dia, contribuem para evitar ou minimizar um prolapso e extravasamento de componente discal.
Referência bibliográfica:
CORRIGAN, Brian & MAITLAND, G. D. Ortopedia e Reumatologia: diagnóstico e tratamento. São Paulo: Premier, 2000.
Complicado? peço mais um pouco de sua atenção, para que assista os vídeos com a participação de colegas fisioterapeutas e compreenda melhor.
Dicas para evitar maiores sobrecargas na coluna vertebral
Entrevista com o fisioterapeuta Hélder Montenegro sobre hérnia de dico
Tratamento através do método Reconstrução Músculo Articular da Coluna Vertebral (RMA)
A pele de pessoas com 70 anos apresenta-se menos hidratada e elástica, sendo uma pele fina e sensível.
O decréscimo na produção do colágeno e da elastina interfere na sustentação, rigidez e elasticidade da pele com consequente aparecimento de flacidez e rugas.
A exposição solar ao longo da vida estimula o aparecimento de manchas, principalmente no rosto e no dorso das mãos.
Medidas como o uso do filtro solar; loção hidratante com uréia, pantenol, silicone ou alantoína diariamente após o banho; suplementação com vitaminas e evitar banhos quentes prolongados contribuem positivamente com a pele que tende a ficar sensível com o avançar da idade.
Lembre-se que o uso de medicação tópica ou oral deve ser recomendada e prescrita por um médico, e a suplementação nutricional deve ser orientada especialmente por um nutricionista.
.
Vejam o vídeo abaixo da dermatologista Ligia Kogos.
As quedas constituem um evento frequente na terceira idade. Suas consequencias vão desde leves escoriações a fraturas; traumatismo cranioencefálico; perda de independência e autonomia; institucionalização e em alguns casos, óbito.
Os fatores de risco para quedas devem ser identificados para uma possível atuação preventiva. Esses fatores foram divididos em alto e moderado peso de evidência.
Dentre os fatores de risco com alto peso de evidência tem-se: sexo feminino; idade > 75 anos; declínio cognitivo; inatividade; história prévia de quedas; história prévia de fratura; comprometimento em AVD (Atividades de Vida Diária); AVE (Acidente Vascular Encefálico) prévio; déficit de equilíbrio, da marcha e mobilidade; fraqueza muscular de membros inferiores e de preensão manual; número de medicamentos e uso de psicotrópicos.
Os fatores de risco para quedas com moderado peso de evidência são: queixa de tontura; baixo índice de massa corpórea; incontinência ou urgência miccional e comprometimento visual.
As causas para quedas são divididas em intrínsicas e extrínsecas. Dentre as intrínsecas há: diagnóstico de demência; déficit visual; déficit auditivo; uso de medicamentos; doenças neurológicas associadas à demência; alterações osteoarticulares; alterações de equilíbrio e da marcha; presença de tontura ou vertigem; aspectos comportamentais (depressão, apatia, agressividade); déficit de força muscular e instabilidade neurocardiovascular.
As causas extrínsecas são todas as relacionadas a fatores externos como o tipo de calçado e o meio ambiente. Nesse contexto, torna-se necessário possíveis adaptações na residência do idoso, bem como orientações quanto ao vestuário (sapatos e saias longas).
A identificação dos fatores de risco e das causas para quedas é fundamental para garantir ao idoso segurança e melhor qualidade de vida.
O acompanhamento fisioterapêutico permite melhora da mobilidade; da força muscular; do equilíbrio corporal e da atenção para praticar atividades diárias. Exercícios funcionais devem ser encorporados no programa de prevenção e reabilitação. Exercitar em circuito é uma ótima opção, pois envolve tarefas que trabalham mobilidade, coordenação, equilíbrio, resistência, propriocepção e atenção dividida.
Abaixo há o relato de uma senhora que apresentou melhora funcional após o engajamento em um programa de prevenção para quedas, sob supervisão de uma fisioterapeuta integrante da equipe interdisciplinar.
Vídeo com dicas de correção e/ou adaptação de itens no ambiente domiciliar favoráveis ao evento quedas:
Referência Bibliográfica:
KATO, Eliane & RADANOVIC, Márcia. Fisioterapia nas Demências. São Paulo: Atheneu, 2007.
A Síndrome do Comer Noturno (SCN) é caracterizada por um atraso circadiano do padrão alimentar mediado por alterações neuroendócrinas. Apresenta forte associação à obesidade e ao diabetes tipo II.
A primeira publicação da SCN foi em 1955, quando Stunkard descreveu um padrão alimentar característico de certos pacientes obesos em uma clínica especializada no New York Hospital.
Parte dos sintomas apresentados por pessoas com SCN deve-se a baixos níveis de melatonina, que é um neuro-hormônio regulatório do ritmo sono/vigília. A baixa concentração de melatonina promove dificuldades para adormecer ou se manter dormindo.
Dentre os critérios diagnósticos da SCN há: anorexia matutina, ingestão >50% da energia diária após as 19h, despertar para comer ao menos uma vez por noite nos últimos três meses com consciência do ato, consumo de lanches de alto valor energético nos despertares noturnos, ausência de critérios para bulimia nervosa ou binge eating disorder.
O tratamento da SCN pode envolver medidas farmacológicas e comportamentais.
Referência:
HARB, Ana Beatriz Cauduro. et al. Síndrome do comer noturno: aspectos conceituais, epidemiológicos, diagnósticos e terapêuticos. Rev. Nutrição. v.23, n.1, Jan./Fev. 2010.
No idoso, a diminuição da mobilidade da caixa torácica está relacionada com a fusão das articulações sinoviais entre o esterno e cartilagens costais, e hipotrofia dos músculos respiratórios.
A fisioterapia trabalha com exercícios respiratórios tendo objetivo de otimizar a função pulmonar. Esses exercícios consistem em movimentos de tronco e membros superiores associados a incursões respiratórias. Podem ser realizados no meio aquático ou no solo.
Tanto na água quanto no solo a terapia inicia-se com o aquecimento, na sequencia; condicionamento, fortalecimento e resfriamento. Durante os exercícios são solicitadas inspirações e expirações profundas. Inspiração profunda quando o movimento envolve aumento da amplitude da caixa torácica.
Os exercícios podem ser realizados com bastões, arcos, bolas e halteres.
São exemplos exercícios ativo/resistido de adução e abdução horizontal de ombro; flexão e estensão de ombro, flexão anterior de tronco associada à rotação e flexão lateral de tronco, elevação dos membros superiores (MMSS) acima da cabeça, cadeia cinética fechada (CCF) para MMSS, sendo realizados de forma progressiva.
A água aquecida melhora a complascência dos tecidos moles e articulações, promovendo relaxamento e auxiliando na amplitude de movimento (ADM). A pressão hidrostática e o empuxo induzem o sistema respiratório a trabalhar sob constante carga.
A pesquisa de Ide et al teve por objetivo avaliar e comparar os efeitos de um programa de exercícios respiratórios (na água e no solo) na expansibilidade torácica de idosos senescentes entre 60 e 65 anos, concluiu que o programa de exercícios respiratórios apresenta melhor resultado quando desenvolvido no meio aquático.
Referência:
Ide, Maíza Ritomy. et al. Exercícios respiratórios na expansibilidade torácica de idosos: exercícios aquáticos e solo. Rev. Fisioterapia em Movimento. v.20, n.2, Abr./Jun. 2007.
Encontrei no YouTube dois vídeos legais sobre alimentação e saúde cerebral. O primeiro é uma reportagem do Fantástico com Zeca Camargo, e o segundo uma entrevista com o neurologista dr. Roger T. Soares. Assista e tente praticar.
A perda de massa muscular relacionada ao processo do envelhecimento é conhecida como sarcopenia. Há redução no número e no tamanho das fibras musculares, principalmente das de contração rápida tipo II. Foi sugerido que a perda dessas fibras está relacionada com a diminuição da quantidade de motoneurônios que as inervam.
A diminuição das fibras do tipo II, predispõe o idoso a tornar-se mais lento em suas atividades. E o tipo de atividade praticada também influencia na quantidade e na qualidade dos tipos de fibra muscular. Como a maioria das atividades realizadas por pessoas da terceira idade exigem pouco esforço muscular, as fibras do tipo II ficam em desvantagem pois para recruta-las é necessário força muscular moderada a máxima, ao passo que atividades que necessitam de força leve recrutam exclusivamente as fibras de contração lenta tipo I.
A perda da força muscular também está relacionada com a dificuldade que o idoso apresenta em processar informações e ter como resposta a ativação muscular.
Outra alteração do sistema musculoesquelético é a diminuição da flexibilidade consequente a restrição da força muscular, diminuição da elasticidade da pele, da presença de encurtamentos musculotendíneos e alterações morfológicas periarticulares. Essa diminuição da flexibilidade é percebida como dificuldade em realizar movimentos amplos.
A partir dos 40 anos, a estaturaapresenta certa redução em razão da diminuição dos arcos plantares, alterações das curvaturas da coluna e deterioração das articulações intervertebrais.
A fraqueza muscular, restrições na flexibilidade e alterações ósseas modificam a postura e o padrão de deambulação do idoso. O comprometimento das reações de equilibrio e o declínio da força muscular predispõem o idoso a quedas, com quadros variados desde pequenas escoriações, fraturas, morbidade permanente e, até mesmo morte.
A Doença Venosa Crônica (DVC) de membros inferiores surge pelo mau funcionamento das válvulas que auxiliam no retorno do sangue para o coração.
Os principais sintomas são: dor; sensação de peso, cansaço, queimação, formigamento, coceira e câimbras nas pernas. Esses sintomas interferem na realização das atividades de vida diária, e podem ser agravados pela idade (> 40 anos), tabagismo, gravidez, obesidade e contraceptivos orais. As varizes surgem pela dilatação das veias frente a estagnação sanguínea.
O acompanhamento médico desde o início é essencial para evitar o agravamento dos sintomas.
Para aliviar os sintomas e prevenir complicações:
Evite ficar em pé por muito tempo;
Alterne períodos de repouso e de atividade;
Durante o descanço mantenha as pernas elevadas;
Usar meia elástica conforme orientação médica;
Manter a pele hidratada; Faça exercícios regularmente: caminhada, natação, ciclismo...
Sempre que possível faça exercícios com o tornozelo para facilitar o retorno sanguíneo De pé: fique na ponta dos pés e retorne para a posição inicial. Faça 15 vezes. Sentado ou deitado: faça movimentos com o pé para cima e para baixo, e em seguida rodando para um lado e depois para o outro.
Importante a redução do peso e uma dieta saudável.
Esses cuidados ajudam a reduzir os sintomas contribuindo para melhor qualidade de vida.
Referência: folheto de orientação sobre DVC - Fisioterapia NASF BH
O Acidente Vascular Encefálico (AVE) ocorre por uma pertubação focal da função cerebral, seja por uma ruptura de um vaso sanguineo (AVE hemorrágico) ou por obstrução ao fluxo de sangue (AVE isquêmico).
As causas mais comuns de AVE são: trombos, embolismo, hemorragia secundária ao aneurisma e anormalidades do desenvolvimento. Outras causas menos comuns: traumatismo, tumor e processo inflamatório. São considerados fatores de risco hipertensão arterial sistêmica, insuficiência cardíaca, sedentarismo, obesidade, diabete, estresse, colesterol alto, fumo, contraceptivos orais e predisposição genética.
A localização e a extensão da lesão frequentemente determinam o prognóstico funcional e comportamental que o indivíduo apresentará.
O tratamento fisioterapêutico deve ser iniciado assim que as condições clínicas do paciente estejam estabilizadas, geralmente dentro de 24 a 36 horas.
Os vídeos abaixo explicam de forma simples e clara as causas, a identificação e os fatores de risco para um AVE.
Estudos estimulam o consumo de nozes e sementes comestíveis devido a elevada propriedade nutricional. As nozes verdadeiras são frutas secas e espessas, as mais conhecidas são amêndoa, pecã, castanha-do-pará, castanha-de-caju, pistache, avelã, macadâmia, noz e castanha. Outras sementes com características semelhantes, mas com classificação botânica diferente são: amendoim e amêndoa de baru.
Com exceção da castanha, esses alimentos possuem teor elevado de lipídios e proteínas. De forma geral possuem um perfil de aminoácidos essenciais que atende a maior parte das necessidades de escolares e adultos.
O aminoácido glutamina é essencial para indivíduos catabólicos, como desnutridos, queimados, em pós-operatório etc, podendo auxiliar na recuperação da saúde.
Há também elevada taxa de selênio em amêndoas, avelãs, pistache e sobretudo na castanha-do-pará.
Outros nutrientes encontrados são: potássio, zinco e vitamina E.
O selênio, o zinco e a vitamina E fazem parte do sistema de defesa antioxidante do organismo.
Concluindo, as nozes e as sementes comestíveis possuem nutrientes que relacionam com redução do risco de doenças cardiovasculares e de alguns tipos de câncer, como de próstata, esôfago, estômago, cólon e reto.
Referência:
FREITAS, Jullyana Borges & NAVES, Maria Margareth. Composição química de nozes e sementes comestíveis e sua relação com a nutrição e a saúde. Revista de Nutricão. Campinas, v. 23, n. 2. mar./abr. 2010.
Os termos fragilidade, incapacidade e comorbidade são as vezes entendidos como sinônimos. No entanto, para a maioria dos estudos atuais são termos distintos, apesar de interrelacionados.
FRAGILIDADE
O que poderíamos entender por frágil? fraco, debilitado, que perece logo, susceptível a doença, destrutível? Atualmente considera-se a fragilidade como uma síndrome de diminuição da estabilidade do organismo e da resistência aos estressores, resultando em prejuízo cumulativo de vários sistemas, interferindo nas atividades diárias, com piora do equilíbrio corporal e da marcha, quedas, incapacidade, dependência, hospitalização, institucionalização, imobilização e morte.
Os fatores predisponentes para a fragilidade são: idade avançada (40% dos idosos acima de 80 anos), desnutrição, sarcopenia, alterações da imunidade, aterosclerose, comorbidade, desrregulação hormonal, prejuízo cognitivo e quedas.
Essa condição apresenta os seguintes sintomas: perda de peso não intencional, fraqueza muscular, fadiga ou exaustão, inatividade e aceitação alimentar reduzida. Dentre os sinais há sarcopenia, osteopenia, descondicionamento, redução da velocidade da marcha e instabilidade, metabolismo energético alterado e vulnerabilidade a infecções e/ou traumas.
Um estudo aponta que geralmente idosos fragilizados vivem em instituições de longa permanência, confinados ao leito, com alterações laboratoriais, uso de polifarmácia e evoluem para a síndrome da imobilização.
INCAPACIDADE
A incapacidade se traduz por dificuldade ou dependência nas atividades básicas de vida diária (AVD) e nas instrumentais de vida diária (AIVD), bem como na participação social.
Trata-se de um fator contribuinte para a fragilidade.
Os fatores de risco são: alterações fisiológicas com o envelhecimento e comorbidade.
Importante saber que doença ou incapacidade sozinhas não são suficientes para identificar fragilidade.
COMORBIDADE
A definição de comorbidade é a seguinte: presença simultânea de dois ou mais diagnósticos de doença em uma pessoa. Possui alta prevalência com o envelhecimento.
Interrelacionando:
Fragilidade e comorbidade são preditoras de incapacidade, sendo fatores de risco independentes,
Comorbidade pode contribuir para o aparecimento da fragilidade,
Incapacidade pode exarcebar a comorbidade e a fragilidade,
A coocorrência das três entidades é frequente,
As três condições são relacionadas com aumento de hospitalização e gastos com saúde. São preveníveis e requerem diferentes intervenções.
O próximo post relacionado será sobre intervenção fisioterapêutica na síndrome da fragilidade.